
2) “ABORTO”
O quanto vale a vida humana?
Portanto, a questão do aborto só admite duas possibilidades:
A primeira é a de que o feto é realmente um ser humano - pequeno e indefeso - que está numa fase de desenvolvimento no ventre de uma mulher. Se assim for, o aborto é talvez o maior dos crimes, a ação mais horrível e monstruosa que os homens podem cometer. E os milhões de abortos cometidos anualmente no mundo constituem o mais sangrento holocausto da história: qualquer coisa tão macabra que de nenhuma forma, pode ser admitida por uma pessoa de bem.
A segunda possibilidade é a de que o feto não é uma fase do desenvolvimento do ser humano, mas é qualquer outra coisa. Por exemplo, como dizem alguns, uma parte anômala do corpo da mulher, uma espécie de tumor. Neste caso, pode ser eliminado em qualquer altura, sem que se perceba muito bem por que razão deve a lei meter-se no assunto.
Segundo o tal velho princípio, a realidade não permite que aquilo que está no ventre da mulher seja um bebê no caso de os pais quererem a criança, e não passe de "um tumor" se os pais resolverem não receber a criança.
Um dia, a mulher diz ao marido: Estou grávida; vamos ter uma criança. No dia seguinte resolvem que não querem ter o filho, e a mulher dirige-se a um médico para que lhe retire um "tumor" do corpo. De um dia para o outro "aquilo" passou de criança a tumor... Então isto pode ser assim?
Aquilo que a mulher traz dentro de si é uma realidade objetiva: os interesses do casal, ou de quem quer que seja, não pode mudar a realidade daquele ser, ou seja, é um bebê ou não.
Ora acontece que a ciência nos diz que "aquilo" é um ser humano em desenvolvimento dentro da mãe. Assim aprendem os nossos filhos na escola. De resto, também não era preciso que a ciência falasse: qualquer um vê que se um bebê, ao sair da barriga da mãe, é um bebê, não pode ser outra coisa antes de sair da barriga da mãe.
Depois de assim usarmos o raciocínio, começamos por nos ofender a nós mesmos se procedermos como seres irracionais, resta-nos aplicar aquela expressão, rude mas bela, que o nosso povo conservou: chamar os bois pelos nomes; chamar ao aborto "horroroso homicídio".
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